Olhas pra cima
Azul, branco, preto e amarelo
Tudo bem, maravilha?
Já pensou no tapa?
Sim, o bloqueio!
Tapa-se a visão
Impossibilita-se o dislumbrar
Vejas as nuvens
Rumando a norte ou sul,
Vindo do leste ou oeste
Tanto faz
Imagines apenas um assopro,
Espalhar das moléculas
Uma pra cá
Outra pra lá
Fito a porta,
As chaves
E a fechadura
Me pergunto se quiçá
Quiçá vem café,
Um salgado,
Uísque aí, vai?
Aos meus lados
Brumas se aprontam
Bombas se desfazem,
Pula a água
Jogam os braços.
Fico assim sem nada,
Sem saber assim
Sem nada saber
Sem saber do resto
Sem o resto do fim
Sem as intrigas do fim
Sem o fim da noite
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