Colocar a ordem no lugar?
Qual é este?
Debaixo da mesa?
Pelo visto sim,
Onde se cata migalhas
Progresso para quem?
Não se extingue a palmatória
O caos das esquinas,
Problematizando as cores
Quem assim andar,
Nunca mais será visto!
Colocando sangue nos olhos aos palavrões
Quem assim falar,
Nunca mais será visto!
Perdendo a paciência com as roupas
Quem essas usar,
Nunca mais será visto!
Trabalhando com possibilidades
De luta ou apatia,
Do tangível ao infinito,
Qual a postura contra a burguesia?
Na penumbra da indecisão,
A fumaça toma conta
Não se descuidando pela hegemonia
Pois à porta bate a cirrose!
Que puta escravidão!
Não bastassem os trabalhos ímprobos,
A sifilítica consciência me corrói
Peço perdão e que me julgue com carinho,
Porém sempre hei de lhe indagar
Quem são essas pessoas?
Onde estou?
Que sociedade é esta?
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