Confesso que gosto do primitivismo,
não o deles,
farol iluminador das veredas
rumo ao abuso do ego
e do elevar-se por um parâmetro externo,
respaldado pelo consenso;
Prefiro um nosso
em construção,
o por um novo conceber e
ao não-anonimato das rezas às dores
do calor pela liberdade de espírito.
Neste, a estatística do poder não é
mais régua,
sem trégua.
Não verão espaço
para alpinismos fora desta geografia de acúmulos
(distorcidos),
quando há de ser desmascarado
qualquer desconhecimento de uso
da palavra (primitivismo)
e toda sua ilusão com o inseminado
sobre as maravilhas da sociedade industrial,
fazendo-se sobrepor ainda
um total afastamento de outras acepções
da palavra (indústria).
Tal soma numerária
não qualitativa a expressão
do cão permanente
e do caô
de assumir qualquer coisa,
desde que em seu falso amplo acervo
de cópias borradas pelo suor
à desenvoltura em prol de velhas sobreposições
do novo homem que se reduz
em desproporcional ao que se reluz
com estojos de maquiagens mais novos
e prioridades intransigentes.
.
As tensões:
Que abranjam a simplicidade do amor
Que sejam múltiplas, densas e instigantes.
* Em homenagem tardia aos 90 anos do Manifesto da Poesia Pau-Brasil, de Oswald de Andrade, publicado no dia 18 de março de 1924 e à eliminação da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, nas semifinais, pra seleção alemã, no dia 8 de julho de 2014.