sábado, 26 de março de 2011

Genial, como diria o outro

"Quando o principal órgão do moderno Homo sapiens, o bolso, fala mais alto, todas as outras vozes se calam. Sim, o bolso, e não o cérebro ou o coração ou o estômago ou até mesmo o pênis, mas o bolso, o velho e surrado bolso, cujo humor, dependendo de quão cheio ou vazio esteja, determina todo o resto."

Emerson Gonçalves, colunista do Globo.com

domingo, 13 de março de 2011

Já estava na hora !

Finalmente ouvi um pronúncio que, pelo menos, criticasse o "rock" que certas bandas pensam estar fazendo.

O músico e agora apresentador Lobão, gerou polêmica (aparentemente injustificável, por ter apenas falado a realidade) ao criticar os ídolos da 'nova geração' durante o programa de rádio Pânico, transmitido pela Rádio Jovem Pan. 

O programa foi ao ar na semana passada e fico triste por ter apenas ouvido hoje suas declarações. Segue em baixo o vídeo:


sábado, 12 de março de 2011

L.A.P.A.

Ótimo documentário de Emílio Domingos e Caví Borges. Retrata não apenas o bairro, mas também as raízes da música de periferia. Vale a pena conferir.


Download ao clicar aqui.

Marmelada visível

Mais um desfile de Carnaval se foi e pudemos perceber o quão influente a Beija-Flor pode ser. Seu presidente, Farid Abrahão David, e seu irmão e presidente de honra, Anísio, são dois dos "chefões" do jogo do bicho. Já diz alguma coisa? Não?

Desde quase sempre a Agremiação de Nilópolis tem  as fantasias mais caras e luxousas, os carros alegóricos muito bem feitos, sem falar no suborno. De anos pra cá uma escola sem ser a Beija-Flor ganhou o título apenas quando destoasse, em termos positivos, das outras. Visto Unidos da Tijuca e Salgueiro nos últimos dois anos e Vila Isabel em 2006.

Vide em Alegorias e Adereços, apenas notas 10, tamanha grana que estão montados em cima. Fora o marketing e o caralho a 4, tendo a Escola campeã.

Além do poderio aquisitivo para ''financiar" o desfile, a compra de votos dos jurados é visível. Este ano, no quesito Bateria a Estação Primeira de Mangueira, recebeu nas duas primeiras notas 9,9 e nas duas seguintes 10. E a última nota? 9. No quesito Harmonia,  com a mesma escola, as quatro primeiras notas foram 10, e a última, 9,6. Acabou não influindo no resultado, mas houve disparidade enorme. Te soa estranho?

Este ano, acabei não vendo todo o desfile, mas meu irmão viu, ouvi dele, de amigos e comentaristas - no período pré-apuração - que a Beija-Flor estaria em um patamar (ainda que não tanto) inferior à outras agremiações. Quer dizer, se houver alguma igualdade entre 2, 3, 4 ou 5 escolas - incluso à Beija-Flor - sabemos que irá ganhar.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Pague para entrar e reze para sair - Unidos da Tijuca





Paulo Barros é sem dúvidas o carnavalesco mais inovador,  Paulo usa diversar referencias do mundo pop, de Thriller à Harry Potter, mostrando como Paulo está antenado com seu tempo.
Suas alegorias sempre bem coreografadas e cheia de detalhes fizeram sucesso com o público, podemos destacar o carro do Indiana Jones, Harry Potter, Transformes e Avatar , sempre com muita surpresas e detalhes, vejam as fotos:








Apesar de diversas críticas por causa de seu desfile ser muito coreografado, Paulo Barros está mostrando ao mundo seu estilo de fazer carnaval, estilo esse que encanta a todos.

Paulo Barros está em seu ápice e deve manter o pé no chão , pois ele não pode deixar o sucesso atrapalhar seu processo criativo, ele fez muito pelo carnaval , mas esperamos mais no próximo ano.

domingo, 6 de março de 2011

Drink, dedicado ao Thales

Uma dica de drink: a nada famosa Banana Colada.
Na receita, drink para dois.

Igredientes: 100 ml de suco de côco, 100ml de suco de Abacaxi, meia banana picada, 100 ml Bailey's, Aguardente e gelo picado.

Primeiramente, bater os sucos de côco e o de abacaxi e a banana no liquidificador. Colocar o Bailey's na mistura, uma gota de aguardente (costumo usar Caninha da Roça) e o gelo picado.
Carnavalzim mais insosso. Só chuva...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Do Brasil à Líbia – A importância de Bin Laden nos levantes árabes é igual à de Guevara nas Diretas Já

Texto excelente, do Gustavo Chacra.

O líder da Líbia Muamar Kadafi disse que Osama Bin Laden drogou os jovens líbios para que eles levassem adiante as manifestações opositoras que podem encerrar uma ditadura de mais de quatro décadas. Bobagem. Não apenas as drogas, como todo o mundo deve ter percebido. Mas a influência do terrorista da Al Qaeda.

A importância de Bin Laden para os levantes na Tunísia, Egito e Líbia é a mesma de Che Guevara para o fim dos regimes militares no Brasil e na Argentina nos anos 1980 – zero. Verdade, o saudita provavelmente ainda está vivo em algum lugar na fronteira do Afeganistão com o Paquistão, enquanto o ex-jogador de rugby argentino já havia sido morto nas selvas bolivianas. Mas ambos teriam impacto como símbolos de um ideal.

O de Che Guevara era a instalação de regimes comunistas nos moldes cubanos ao redor da América Latina e de outras partes do mundo. Bin Laden varia entre uma guerra contra a liberdade ocidental e a instalação de um califado medieval próximo ao que existiu no Afeganistão do Taleban nos anos 1990.

Em 1982, depois da Guerra das Malvinas/Falklands, e em 1984, na campanha pelas Diretas Já, argentinos e brasileiros queriam apenas o fim dos regimes militares. A não ser por algumas exceções, ninguém defendia um governo comunista em Brasília ou Buenos Aires.

O mesmo vale hoje para o mundo árabe. Os manifestantes nas ruas não querem uma revolução islâmica. Defendem apenas liberdade e o fim de autocratas tirânicos como Hosni Mubarak, Ben Ali e Kadafi. Há quem queira um viés mais conservador em questões religiosas, como a Irmandade Muçulmana. Mas mesmo estes não querem um regime islâmico.

No fim, poderá haver regimes como o de Raul Alfonsín, que veio da oposição da União Cívica Radical. Ou ex-membros do regime que como cameleões conseguem se adaptar aos novos tempos, como José Sarney. Por sinal, entre idas e vindas, há mais tempo no poder do que qualquer líder árabe. Inacreditável, mas isso ocorre no democrático Brasil.