Minhas costas doem,
Meus ombros estão babados
O teto cinza e o céu raiando.
Avalio um pouco mais
E já não mais te vejo ao meu lado
Sem surpresa, nem que tema
ou que lhe dependa.
Mas o flerte à ausência programada
Dá-me a certeza de ver o seu nome
A cada mão, a cada boca que me vem
fazendo meu sorriso engolir minha lágrima
até que vejo que não problemo com a outra.
Bom saber que não me é matança,
mas tilinta-me o desejo de borrar-me de ti
insurgindo a dor de não poder.
E ainda: não quero caricatura,
não quero apenas desenhar-te,
mas que invente comigo as bordas
deste café que transborda em mim
minha incapacidade de não suportar
ter de lidar com a próxima vez
que terei saudade de você.