Somos um pouco de cada um
O exterior do meu interior
Também é seu interior.
Mas então, me responda:
Por que continuamos vagando sozinhos?
Sozinhos ou solitários?
Sendo irremediavelmente paradoxal,
espectral e regrado no irregular
Nos fazendo agonia
Quando sequer nos prendemos
a um bloco monolítico
E nessa busca inacessível
Somos cada um apenas um só
- às vezes nem isso,
percorrendo bosques floridos
ou desertos sombrios
E quem há de questionar
se vivemos no inferno ou paraíso
irá sempre se deparar
com o doce improviso
de inebriantes condensações
de espumas perfumantes.
Como digo, meu amigo
que nada é totalmente preciso
(consigo)
e completo
longe de si...
Se por acaso discordar
Desta possível embriaguez
o que lhe ofereço, meu amigo,
é um possível encanto
proporcionado pelo acaso
próprio deste emblemático encontro,
que se fada em seu final
à uma pergunta marginal:
sobram ou faltam vagas em nosso manicômio?
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