quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Me dispondo por alguma margem
Estética ou linguística,
Falada ou silenciada
Procurar algo que estremeça o outro:
Haverá de ser a pedra angular pro libertar
Pra que esteja em constante troca,
Sem buscar em pessoa ou droga
O iluminar intangível e, portanto, longínquo por natureza
E intrínseco por informalidade

Como não poder identificar grandes caminhos
Cotidiana e eurecamente,
Que se deposite no tempo a chave da plenitude
Ao contraponto de vícios já batidos.
Entretanto,
Em reflexão mais profunda sobre o tempo
Facilmente hei de me perder
Em lamúrias, recalques, orgasmos e tragadas
Admirando a dimensão inacabada,
Fulgurando imensidão poética
Inacabando-se em teimosia.

Se silenciados,
Meus gritos de ajuda passarão despercebidos
Não tendo sido ouvida
Uma importante testemunha do meu eu:
Eu.
Ora por negligência alheia
Ora por minha inabilidade comunicativa,
Demonstrando um aborto mecânico
De um ponto que se trai

Olha que falta faz a dialética:
Como esquecer da vida de reinventar
Arquitetemos surpresas
(Re) Lembrando o que ter como foco principal
Nas interações consecutivas,
Permissivas variavelmente, claro,
Definitiva, não.
Chegando ao que é óbvio
Não se dialoga ao não se preparar
Pruma enxurrada de novas conjunturas.
Não posso negar que algo me paira:
Qual o melhor alicerce e método
Para a enfim desejada produção em quantidade e qualidade,
Jamais esquecendo do que aqui me une:
Relíquias de traços humanos
E percepções menos artificiais

Por isso não me tire meu mover
Não me tire meu amor
Não me tire o meu linguajar!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Haja pão haja cachaça
Pro teu engodo que seduz
Ilumina e retifica
A vontade de um ser
Que mal sabendo o que é ser,
Viaja adquirindo risos e cochichos
Ao passo do renovar do olhar.
O último inventa de ser ser:
Consegue interpretar espaços e descasos
Altivando a veia armada da humanidade
Cativando rodas e volantes;
Todos loucos por embriaguez
Procurando e nunca encontrando
Imagens de um eu desconhecido
Não sei se em dó, ré ou mi
Sustenido ou obstruído
De dar um rolé
Por todo o "amor" que não pode alimentar-se
E transcender limites
Para além dos 140 caracteres.

O desespero
Ao ver medo de si para si
Sem salvar das esquizofrenias
De um formigueiro torto
Morto e vivo
Vivo pra morrer
Ou esfaqueado pra sobreviver
Faminto por um distinto distante apertado
Assado por uma única armadura,
Suja por seus calos,
Inibida pelo inferno das convenções