domingo, 9 de fevereiro de 2014

Haja pão haja cachaça
Pro teu engodo que seduz
Ilumina e retifica
A vontade de um ser
Que mal sabendo o que é ser,
Viaja adquirindo risos e cochichos
Ao passo do renovar do olhar.
O último inventa de ser ser:
Consegue interpretar espaços e descasos
Altivando a veia armada da humanidade
Cativando rodas e volantes;
Todos loucos por embriaguez
Procurando e nunca encontrando
Imagens de um eu desconhecido
Não sei se em dó, ré ou mi
Sustenido ou obstruído
De dar um rolé
Por todo o "amor" que não pode alimentar-se
E transcender limites
Para além dos 140 caracteres.

O desespero
Ao ver medo de si para si
Sem salvar das esquizofrenias
De um formigueiro torto
Morto e vivo
Vivo pra morrer
Ou esfaqueado pra sobreviver
Faminto por um distinto distante apertado
Assado por uma única armadura,
Suja por seus calos,
Inibida pelo inferno das convenções

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