De tão evasivo que sou
Tento fugir até do tempo.
Tempo que passa,
Mas não passa a dor.
Tempo que mexe com o amor,
Mas que arrasta à existência
Fato é que todo dia é dia de feira.
Entretanto, a vida é feita de re(encontros).
Máximo respeito aos esbarrões da madrugada;
Da primitiva necessidade por fogo
Surgem as chamas da imunização racional.
Gozos, rostos e fumaças
Locupletam a sede por cultura de qualquer peregrino subversivo.
Pensar numa noite sem novas vozes ao ouvido
É perceber traços de descompasso ao tom do samba.
Os versos são soltos, sim!,
Mas porque a paixão é tão ardente, latente e desgastante.
A linearidade é apenas um detalhe.
Tendo em vista a produção artística
Sei que meus desabafos sufocados
Um dia irão me ajudar a cumprir tal tarefa.
Meu mundo de roubos e fugas
Faz-me questionar-me à que margens está minha sanidade.
Não é culpa do leitor,
Apenas de minha irresponsabilidade
Com tantas companhias agradáveis que poderia ter,
escolhi a da caneta e do papel;
De tantos gostos a experimentar,
preferi o do bom e velho câncer;
Mesmo com tantas imoralidades a escutar,
não decifro nem mesmo as minhas.
Quando percebi que personagens de minhas linhas
se tornavam meus melhores amigos
Vi que algo estava errado.
Não espero uma realidade coberta inteiramente de flores,
Mas minhas angústias estavam exageradas
E não tinham mais pra onde fugir.
Agora, no final do poema,
Meus medos são outros.
Mas por minha mente sempre rondará o espectro da
solidão.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
O que me espera?!!
Neste sol escaldante,
Neste vento uivante
O que me espera?
Naquele lago distante,
Naquela miragem horripilante
O que me espera?
Num passado constante,
Num futuro importante
O que me espera?
Sem amores famintos,
Sem ódios extintos
O que me espera?
Da galinha sem seus pintos,
Do silêncio nos recintos
O que me espera?
Neste vento uivante
O que me espera?
Naquele lago distante,
Naquela miragem horripilante
O que me espera?
Num passado constante,
Num futuro importante
O que me espera?
Sem amores famintos,
Sem ódios extintos
O que me espera?
Da galinha sem seus pintos,
Do silêncio nos recintos
O que me espera?
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