Sonhos vulgares,
Ideais inatingíveis
Ideias transtornadas
Devaneio irreparável
Do que se faz o homem?
Se não for pra pensar,
Se não for pra imaginar,
Se não for pra se deliciar,
Se não for pra fugir,
Se não for evasivo,
Se não for sublime,
Do que se faz o homem?
Das chamas irreconhecíveis
Dos meandros indesejáveis
A bateria do ser
Move-se o homem pelo sonho
Querer o progresso
Dar perfeição ao futuro
Esperar pelo melhor
O passado não existe
O presente não importa
Do futuro que se espera
Um espetáculo sem fim,
As cortinas não se fecham
Fortalezas estão abaixo
Restrições onde?
Delicias pelo livre
O que quiser irá aparecer
Sem senhores, amos, pudores
A fumaça não se filtra
A água não se cerca
O uísque não acaba
Demônios apaixonantes que não são,
Escurecem suas raízes
Abandonam suas mães
E pedem licença para passar
Mesmo sem ter que pagar
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