Chama dos amores,
Faísca do câncer,
Brinde da fumaça
O fogo
Um mestre gasoso
Da química entre corpos
Do amanhecer das folhas
Ao repúdio ao parnasianismo
À idolatria pela autonomia
Fulguras, ó Brasil, florão da América
Pregas diálogo
Nem tudo que pode à bélica
Mediante gritos de socorro,
Fogo!, grita o comandante
Inspira o soldado
Espirra a pólvora aos lados
Jorra o sangue inimigo
Por muito tentei não acreditar
"Por nós este nos deu sangue"
Que diabos?
Qual é esta visão?
Morrer a que troco?
Coragem ou imbecilidade?
Dizem jamais abandonar o campo de batalha,
Sem saber o porquê de nada
De estar ali ou pra quê ou pra quem
Por estes,
Calafrios vazios me chegam
Justamente como agora:
Por vezes vejo as belas donzelas
Nem esforço
Elas vem até mim,
Ora elas lindas encantadoras,
Lágrimas duronas,
Olhares encabulados,
Receando respostas concretas
Que se movem as veias?
Sangue?
Oxigênio?
Amor?
Paixão?
Ousa-te,
Proclame um novo ardor
Diga que é o tesão
Um qualquer fogo motiva
Impulsos inebriantes,
Rebuliços incontroláveis,
Combustão involuntária
Por favor não me queima,
Por favor não se derrube,
Por favor fogo fogoso,
Por favor fique na tua,
Por favor fuja e rebole,
Por favor sambe o funk sem vergonha
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