quinta-feira, 14 de março de 2013

Triste luta triste

Por lá perpassam proibidas toxinas
Extravasando o alívio
De um passado angustiado
E um futuro premeditado

Aos sete mares
De Heitor e Páris
As mais belas das mais belas ilhas
Desfilam sem pares
Pois todas estão destinadas ao mesmo
Mesmos odores
Mesmos pudores
Mesmas cores
Não vivendo grandes amores
Muito menos extremas dores

De fato cheiram das melhores flores
Mas seus pais, ora eles,
Investigam falsos horrores
Tais crimes dos infratores
Que penam por um lugar na terra dos senhores

Das leis do Darwinismo Social
Provém o imundo consumismo material
Travestindo os amigos de democracia
Pronunciam-se os grandes ditadores
Disseminando o valor do patriarcal
Assim lhes apresento os opressores
Sedentos por uma sociedade medieval

Porém reluto por um puto
Nas noites em claro tenho estudado
O que já dizia o velho crucificado
"Que vá de cada um,
De acordo com as suas habilidades
Para cada um,
De acordo com suas necessidades" (!)

Muito se passou
Nada se ouviu
Pouco adiantou
Pois encarregados ficaram
Os lordes da disparidade,
Os mestres da debilidade,
A cumprir tal bondade
Porém o tom era de vingança
E se passando por caridade
Aos pobres deram cintos de castidade
Sem dó nem piedade

Ó triste luta triste
De nós para nós
Ninguém nos assiste
Ó triste luta triste
É em voz, terra e pão
Que nossa luta consiste
Ó triste luta triste
Levanta-te
E vê se não desiste!

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