Como se das minorias a culpa fosse,
O verbo é esmagado
Arregaçado
Triturado
Rasgado
Misturado em extremas emoções
Canta-se o veneno
Da lata ou sem pata
Não importa quem se atrasa
É tudo questão de estratégia
Se ficar o bicho come,
Se correr o bicho pega,
O homem preso ao que é seu e nada mais
"Pelo progresso, marchemos!"
Mas do que adianta?
Do que adianta sentar e olhar,
Parar para ver o ego inflar
Não inibidas pelos álibis
Convicções ao vento se espalham,
Loucura, lavagem e tolice
Dificultam a difusão ideológica
O fundir dos povos
O unificar do trabalho
A profusão da liberdade
São desfeitas
Por vezes até destroçadas
Humilhadas
Sangradas
Por pequenos grandes canalhas,
Vítimas de suas próprias inseguranças
Criando suas próprias leis
Coroando seus próprios reis
Mestres apenas da altivez,
Os donos da mais bela vista
"Também podem vocês"
É o que dizem
Em vezes, um chega no topo do morro
Fazendo servir
A esperança como pão
E a raiva como terra
Se usar o aPito,
Famoso entre os cabeludos,
Vira alvo da demonização
Dos padres do culto aos frescos
Permeados pelo rigor, disciplina e resguarde
Unidos deram golpes
Já considerados revoluções
E ainda orquestram câmaras secretas,
Indiretas e indiscretas
Negociam o valor da cidadania
Se pondo a recolher altas taxas
No tangível,
No intangível
No imperceptível
Empreendendo uma nova Pasárgada
Não em prol do coletivo
Mas para um, dois ou três
Poderem se deliciar nas cristalinas águas
Com baixa fiscalização
E muita embriaguez
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