Eu quero
Porém não posso
Não por incompetência
Rezo pelo fim da inadimplência
Uma barreira cósmica
Impede que pólos iguais se atraiam
O pretensioso prisioneiro
E a libertária impetuosa
Como se prima
Quem milita
Não delimita
O alcance
Que a espiga pode atingir
Àquelas obscuras profundezas
Muito terreno
Já fora explorado
Dentre tratores e retro-escavadeiras,
Machados e enxadas
Enrugaram o local
Mas óbvio,
Concordo
Todo o milho de João,
Marido de Maria
Não pode ter
Sua importância negligenciada
Feito com o decorrer de outonos
O azeite de dendê
Benfeitor do samba
Recorre à mãe-de-santo
Reclamando por sua fama
E importância histórica
Chega a noite
E bares e esquinas
Renascem do descanso
Pós-feijoada
Garfos e facas
Dão vez a copos e garrafas
O sol desce
A lua sobe
Os biquínis saem
Os vestidos entram
Busca-se a liberdade
Aguçada em sonhos
E bares e esquinas
Renascem do descanso
Pós-feijoada
Garfos e facas
Dão vez a copos e garrafas
O sol desce
A lua sobe
Os biquínis saem
Os vestidos entram
Busca-se a liberdade
Aguçada em sonhos
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