Penso,
Logo arrepio
Sinto o cantarolar
Festejar
Sorrir
O despertar de uma ideia
Uma ficção qualquer
Que percorre minha estrutura espiritual
Inventando até
Que possa surgir um romance
Devaneado em narrativas carnavalescas
O samba rola
O volume sobe
E a bebida desce
Saltitante e feliz pelas veias,
A fertilidade se instaura nos dedos.
O digitar do imaginar
Ofusca o clarão da racionalidade
De pensar que não me dá colher de chá
E insisto em seguir
Não realmente o que quero
Talvez nem o que devo
Mas sim o aroma do instinto
Com os olhos vendados
Me guio por rédeas
Tentando confiar
No gado que me conduz
Inerente à necessidade humana,
O desespero não se esquece de mim,
Me forçando a arquitetar
Todo um aparato por ela
E assim,
Tão solenemente,
Sigo um doloro processo
Memorizar para não esquecê-la
Correr para não perdê-la
Ignorar a fome para não deixar escapá-la
Não se negligencia tal chance,
A de registrar uma mensagem
Tão simples quanto um sorriso
E tão necessária quanto um beijo
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