Ao longo dos séculos, os meios de disseminação e conservação do tempo sofreram grande evolução. Tal fato é marcado pelo aperfeiçoamento constante de certos dispositivos engenhosos e singulares. O relógio mudou o jeito de pensarmos, categorizou regiões em fusos horários e dividiu minutos e horas em milésimos de segundo. Sem falar na influência no norte tomado por nossa sociedade
Difícil imaginar como um mecanismo relativamente pequeno impactou a vida de incontáveis pessoas. Principalmente quando se trata de traduzir um fenômeno natural numa concepção artificial e intelectual. Este instrumento torna-se mais peculiar ainda por não virar apenas mais elaborado e preciso, com o passar do tempo. A democratização ao seu acesso o fez menor e mais barato.
Os avanços na miniaturização andam de mãos dadas com o desenrolar da história. Ao remontarmos à tempos medievais, vemos que o ritmo agrário apressado pela produtividade, ditava ordens. Portanto, era necessário medir períodos a fim de criar e produzir de maneira mais eficiente.
A premência de apertar a programação e sincronizar trabalho, transporte, devoção e lazer contribuíram para o rápido progresso na tecnologia deste famoso maquinismo. A máxima "Tempo é dinheiro", surgida em meio à 1ª Revolução Industrial é a tônica desta situação.
No entanto, nem sempre foi um objeto modesto que media dias e noites. Interessante é notarmos tais transformações. O que outrora era calculado pela areia (ampulheta), antes era avaliado através do sol e das estrelas.
Em suma, pudemos perceber a dimensão e a relevância de um símbolo para um corpo social tão acelerado e inovador como o nosso. Já sabemos que o Capitalismo impulsionou o desenvolvimento do relógio e o fracionamento do nosso tempo. Contudo, estamos à eminência da falência deste sistema. Por conseguinte, seria ousado demais visualizarmos no futuro um cotidiano menos afoito e mais tranquilo?
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