domingo, 24 de agosto de 2014

Freewriting
x1- o real e o irreal o que nos é o que nos quer o que nos peita e o que sabe quem devemos ser, talvez não se ajoelhe para tentar subir a escada balbuciante galopando rezas

y1:
eu sei o que nós é
nos é real meu mano
eu sei o que nós quer e ninguém nos peita nos plano
não entro embaixo do pano
eu viro a mesa
e passo por cima
subo até o topo da escada 
e como rezas 
desperto rimas
x2: me desculpa a manga ser fruta mas o que me veste são os vislumbres de uma nova forma de demonstrar o real. não uma nota, mas uma sinestesia contrastante entre a matéria derretendo e o tempo deixando-a ferver

y2:
a manga ser fruta
não é culpa de ninguém
tem culpa a fruta
que nasceu cheia de fiapo
e prende tudo nos tesdên
e dente, já viu
fica sujo e derrete
ferve na pasta do tempo
fedendo a anti-séptico bucal
x3 é, realmente
quando esquecemo-nos e não nos forçamos, começamos a respirar uma massa cinzenta de palavras ao léu que nos intoxica e que se torna obstáculo para formarmo-nos como grandes ferramentas

y3:
e a fumaça que eu trago
tu fuma, a moto cospe
e o carro peida.
Nada de trazer filtro.
O jogo é filtrar
o câncer,
a vida,
a droga,
e o ar.

x4 entendo, mas atenção o ministério da saúde informa fumar causa deformação ao que o ventre carrega que por sua vez, anseia para dar ar beijos e sangue ao que te fecunda e como facunda-se há de ser tratado com carinho sempre como prioridade tratado por inteiro sem meios cigarros.

y4:
sem meio feto
e sem meia baga,
parte no meio
esta mão que afaga
divide em dois como quem faz a vida
e não a espera.
Se a célula é parte em dois
e dos dois cada um é um
porque não dizer multiplicado
se um faz dois,
porque cada um é um?

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