sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Baque

Eis uma interessante teoria: desde o fim da ditadura militar e da diminuição do conservadorismo, o número de pais separados cresceu absurdamente. Na época da repressão, ter seus pais com relações matrimoniais cortadas era digno de segregação, ainda que branda.

Durante décadas, o Brasil, no futebol, superou a falta de infra-estrutura com a exploração de potenciais e a ideia do treinamento. 

Nas décadas de 70, (especialmente) 80 e 90, o grande programa entre filho(s) e pai de domingo era a organização das peladas civilizadas, idas aos Maracanãs e Pacaembus. Havia o prazer no esporte, a fascinação, a admiração, a curtição. As figurinhas, as zoações do dia de segunda... Enfim, o pai era símbolo do filho. O algo a se espelhar no papai vinha através da pelota.

Por consequência, a atividade diurna do dia do descanso foi tornando-se mais escassa. De forma comum, com a separação conjugal, as crianças ficavam com a mãe. O afastamento dos pais vem levando uma geração de filhos a terem cada vez menos o futebol com hobby. Por fim, não houve o desenvolvimento do dom, do talento.

Os engenheiros, professores, arquitetos, pesquisadores e lutadores de MMA "tira(ra)m" qualidade de uma safra de jogadores, como ocorreria, dentro da medida em que houve o BUM ecônomico brasileiro. Os interesses brotaram para todos os lados.

Quem sabe, em termos (restritamente) futebolísticos, a camada conservadora que abrangia o poder, não era benéfica?

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